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City of Stars

By Samy, em 01.11.17

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Estou bastante em atraso neste filme, mas às acredito que existem alturas para vermos ou lermos certos livros, filmes, precisamos de estar em fases particularidades da nossa vida.

La La Land, tem a capacidade de nos fazer ficar triste, revoltados porque parte de nós queria um final diferente, mas outra parte não imaginaria se fosse diferente. 

Porque infelizmente o amor é mesmo assim às vezes, incrível, único, mas temporário, pode ter um enorme impacto na nossa vida naquele instante, pode ajudar-nos a encontrarmo-nos, mas isso não significa que será um "viveram felizes para sempre". 

Conseguimos visualizar cada pedaço da nossa vida futura, o como seria o futuro, no entanto acordar um dia ao lado de outra pessoa, numa outra história, nossa mas diferente. 

Pessoas vem, pessoas vão, mas os momentos ficam, as histórias moldam-nos, ficam marcadas no nosso coração. 

 

 

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Published 21:30

Hope

By Samy, em 22.10.17

Quem sou? Sou apenas uma mulher, a quem a vida concedeu o dom de encontrar a alma-gémea e igualmente a retirou da minha vida. O meu nome é Hope, a minha mãe escolheu-o, se calhar, como já não via esperança na relação dela e do meu pai, decidiu pô-la em mim.

Na minha longa vida, os mundos chocaram, a chuva caiu sem cessar, os raios destruíram os meus sonhos e os furacões viraram a minha vida do avesso, até que um dia, o sol surgiu e as nuvens evaporara-se, mas como sabemos, o sol, não é eterno.

Passei pela adolescência como uma menina enclausurada pela solidão, insegura e triste, não tinha aonde me agarrar, os meus medos abafava-os debaixo dos cobertores. Queria um porto de abrigo, mas apenas encontrava cais desertos, ninguém esperava por mim, encontrava apenas sempre o vazio.

Até que um dia, decidi esquecer o cais e simplesmente navegar, sem rumo, nem bússola, arrisquei pelo mar fora, pelo caminho, encontrei tempestades, nevoeiro, encontrei o inimaginável.

Quando começava a acreditar que o meu calejado coração se transformara totalmente em pedra, encontrei-o.

Quase podia jurar que, quando o vi, o universo parou, parecia um sonho, meu coração começou a bater como jamais tinha batido, assustei-me.

Tudo foi tão rápido, num segundo estávamo-nos a conhecer e noutro, já éramos um só ser, os dias pareciam minutos. Aliados ao amor, viajámos pelo mar fora, atravessámos todos os perigos que nos enfrentaram, conhecemos lugares novos, tudo era novo, o nosso limite, era o infinito e nada nos poderia separar, a não ser a vida.

E foi numa das nossas aventuras, que a vida o chamou, começou com um simples aviso, e depois, foi-o levando pouco a pouco, arrastando-me atrás. Por muto que o tentasse puxar para junto de mim, ele continuava afastar-se, até que um dia, com um  sorriso nos lábios, partiu, levando com ele todos os nossos sonhos. Pensava que era o fim, sentia-me revoltada, apelava por um milagre, pedia que ele se erguesse e dissesse que estava ali e que sempre estaria, queria que dissesse que tudo não passara de um pesadelo, que ele não morrera. Mas tudo o que encontrava era a cruel realidade, a esperança escapara-me por entre os dedos.

Já tinha atado a âncora aos pés, estava prestes a lançá-la para o fundo do ma, quando o milagre que tanto apelara, veio da forma que jamais imaginara. Esse milagre era uma semente, plantada pelo nosso amor, que crescia dentro de mim e que num dia lindo de sol nasceu. Chamei-a Aya (milagre) e com ela aprendi a viver de novo, encontrará uma nova felicidade.

Vivia para ela, e isso deixava-me quase completa, pois faltava sempre uma peça no puzzle do meu coração, peça essa, que revia milhares de vezes em gestos de Aya.

A vida continuou e eu acompanhei-a em todos os momentos, até que um dia me chamou, e contente parti, sabia que iria encontrar-me com a peça do puzzle que me faltava. Pois toda a vida que vivera sem ele, esperara por este momento. E, finalmente, ele chegara.

 

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Published 09:49

O dia tinha finalmente acabado, estava a preparar-me para ir para casa quando reparei que o meu colega e amigo estava também a pegar nas coisas dele, olhando para ele e peço-lhe para esperar por mim, ao que me responde:

 

Por ti, espero toda a vida...

 

Finjo que não ouço e sinto uma tristeza a criar-se dentro de mim, por aquele pequeno momento ser tão lindo e no entanto não me fazer sentir nada, pois tudo o que mais queria era ouvir as mesmas palavras da boca de outra pessoa, da pessoa que nunca mas dirá.

 

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Published 16:36

Noites Assim

By Samy, em 19.10.17

Tudo se resume àquela noite, palavras perdidas por entre o som da música, olhares trocados, a tua mão a tocar na minha, o teu sorriso a contagiar o meu, por instantes senti-me completa, senti como se nos encontrássemos apenas os dois naquela festa e talvez até estivéssemos, perdidos num mundo novo, só nosso, que tínhamos acabado de criar.    

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Published 21:15

D. Sebastião - Herói/Anti-Herói

By Samy, em 17.10.17

"Louco, sim, louco, porque quis grandeza" como dizia Fernando Pessoa, mas, no entanto, "É preciso enterrar el-rei Sebastião" como diz Manuel Alegre.

Por muito heroico que tenha sido a sua atitude, a sua busca pela vitória, mesmo sendo em vão, não podemos deixa-lo mais entre nós, temos que "queimar" e criar os nossos próprios sonhos, lutar pelas nossas ambições, temos que ser loucos nesta vida.

Em vez de ficarmos presos no passado, temos que o soltar, deixá-lo no seu canto das memórias, que é onde ele pertence. É preciso acordar e olhar alto e viver...

Do passado, apenas temos que retirar as lições que aprendemos e em conversas alegres, relembramo-nos dele. Mas apenas isso.

Não podemos ser prisioneiros do passado, pois a vida é como um rio, sempre a correr e que nunca para, nem espera por ninguém.

Temos que entrar num barco e navegar pelo desconhecido, ter medo e arriscar, sonhar e concretizar.

Eu, pelo menos, não vivo presa ao passado, sei que ele existiu e me marcou, mas por aí ficou, vivo o presente, luto pelos meus sonhos e com esperança me deixo navegar, por um caminho que desconheço.

Adeus D. Sebastião!

 

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Published 21:30

O Toque da Tua Mão

By Samy, em 15.10.17

Imagino quando os teus lábios me beijavam, sinto o sabor dos teus beijos, sinto as borboletas no estômago quando me recordo do teu sorriso, sinto-me perdida no que vivemos, mas uma distância se criou entre nós, encontramo-nos tão próximos, mas parecemos dois estranhos, duas pessoas que não existem mais, porque apenas se magoavam, porque não sabiam dar apenas uma parte, davam tudo, se destruindo, pedindo mais, querendo mais e caindo de cada vez mais alto.

Será que duas pessoas mesmo se amando muito podem ficar juntas? Quando sabem que apenas se destroem? Amar não é suficiente.

Eu queria-te todo e tu querias-me...

Tu desafiavas e eu seguia-te...

Eu provoca-te e tu deixavas-te ser provocado. Acabando por me beijares como se o mundo fosse acabar, como se não houvesse mais ninguém e naquele momento, no meio da neve não havia. Como eu te amava, tu fazias-me sentir viva, ganhava cores por apenas estar ao teu lado. Sentia-me embriagada quando a tua mão tocava na minha.

Cega, não sentia a escuridão a agarrar-me, a ceder partes de mim que me pertenciam e acabei por escolher afastar-me de ti, porque precisava de mim, precisava de espaço.

Não era o nosso momento, a nossa história não tinha acontecido quando devia, ou talvez não fossemos feitos para terminarmos juntos. Desfazer-me de cada laço que te ligava a mim, foi avassalador, como tentar-se obrigar a parar de respirar, sabendo que é impossível. E tu deixaste-me fugir...

Agora passamos um pelo outro sem nos cumprimentarmos, fingimos que nada existiu, que tudo foi talvez um sonho e no fundo talvez foi...

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Published 23:16


Samy

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